Devolutos fragmentos de Morfeu


Enquanto a alma pede calma,
Momentos recolhidos,
Reflexões de nós mesmos,
Desejos adormecidos despertam
Saudades esquecidas se lembram!

À espreita de nossa reflexa penumbra,
Morfeu recolhe fragmentos,
Acaricia nossas querências órfãs
Acalenta nosso choro
Beija nossos lamentos

E como se lira tocasse
Numa constelação letárgica
Embala-nos em sonhos amnésicos
Mimosea nossa alma
Brinda-nos com devolutos fragmentos restaurados
Repletos de paz e serenidade

O despertar é delicia de néctar no ar
Toca fundo o coração
Exala a alma
Estabelece-se a calma
Morfeu cumpriu sua missão !

Deniseworisch
Publicado no Recanto das Letras em 01/11/2009
Código do texto: T1899327

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