Luiz Gilberto de Barros
Não me perdoo por te amar... eu sou culpado
Por esse crime de
criar no coração,
Esses desejos que se vestem do pecado
Mais
delicado de te amar com mais paixão.
Em cada voo, sou passarinho
descuidado
Que esquece as asas e se solta nos abismos
Do teu olhar
no meu olhar apaixonado,
Quando o amor se prende em teus magnetismos.
Mas te perdoo por sentires o que eu sinto
E projetares no meu triste
labirinto
De solidão, os teus lirismos...passionais
Ah... te
perdoo, pois o voo mais sedutor,
É sempre aquele em que as asas do amor
Soltam-se livres no furor dos vendavais.